4 de mar de 2013

Banda japonesa é processada por chamar prostitutas de escravas sexuais sul-coreanas

m grupo de idosas sul-coreanas forçadas pelo exército japonês a prestar serviços sexuais aos seus soldados durante a Segunda Guerra Mundial processou uma banda japonesa de rock de extrema direita por se referir à elas como prostitutas. Oito mulheres apresentaram queixa formal no Escritório do Distrito de Seul contra o grupo japonês “Scramble” (em inglês, barulho, tumulto) pelos delitos de difamação, insulto e ameaças entre outros, informou a agência Yonhap.

A banda de rock pouco conhecida no Japão e de caráter extremista publicou um vídeo no qual atribuiu a denominação às ex-escravas sexuais chamadas de “mulheres de conforto” e desejou sua morte. Os soldados japoneses “me forçaram a escravidão sexual quando tinha 14, 15 anos e fico com raiva por eles não reconhecerem que cometeram um crime”, lamentou Park Ok-sun, uma das denunciantes em declarações divulgadas pela Yonhap.

Um CD da banda e uma lista das letras traduzidas para o coreano foi entregue a um abrigo para ex-escravas sexuais em Gwangju, ao sul de Seul, na quinta-feira, um dia antes do aniversário do Movimento de Independência 1º março contra a colonização japonesa.

Há poucas informações sobre o grupo "Scramble", exceto que seu público é limitado a setores minoritários de direita do Japão. Estima-se que até 200 mil mulheres de países ocupados pelo Japão, mais da metade coreanas, foram forçadas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45) para prestar serviços sexuais aos soldados japoneses em bordéis militares.

Nos últimos anos, a Coreia do Sul tem pressionado o Japão a apresentar suas desculpas e indenizar as vítimas coreanas, mas o governo do país vizinho recusou e considera que a questão foi encerrada em 1965 com um tratado que normalizou os laços bilterais.

Tóquio, que até 1993 não reconheceu as práticas de escravidão sexual durante a colonização, promoveu um fundo em 1995 para fornecer indenizações com doações privadas às vítimas, iniciativa considerada insuficiente pelas afectadas. Muitas dessas mulheres já morreram e as sobreviventes estão em idade avançada.

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